O PROJETO VIVENDO A DIVERSIDADE, desenvolvido pela ONG Casvi, iniciou suas ações junto a Rede Estadual de Educação em 2004. Atualmente o projeto atua através de financiamento (convênio) com o Programa Municipal de DST/Aids de Piracicaba, através do Plano de Ações e Metas (PAM), nas áreas da saúde, educação, desenvolvimento social e desenvolve ações de promoção de saúde, prevenção e garantia de direitos junto à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e junto a grupos de adolescentes/jovens entre 14 e 24 anos de idade. Objetivos: * Permitir um acesso e acolhimento mais satisfatório da população de diferente orientação sexual, identidade de gênero e de outras populações socialmente excluídas nos diversos serviços da rede de saúde do município, promovendo a melhoria da qualidade de vida e contribuindo para a redução da incidência das DST/HIV/Aids na referida população; * Promover, através de discussões críticas e continuadas no sistema de ensino formal e não-formal, a desconstrução das relações distorcidas de poder produzidas em nossa sociedade e o respeito entre pessoas de diferentes orientações sexuais, identidades de gênero e de outras populações socialmente excluídas. Inserir a discussão e o planejamento de ações de promoção de saúde, prevenção às DST/HIV/Aids e Hepatites * Promover, através de sensibilizações e instrumentalização de educadores não-formais, educadores sociais, agentes comunitários, adolescentes e comunidades em geral, a minimização do preconceito e da discriminação social dos indivíduos de diferentes orientações sexuais, identidades de gênero e de outras populações socialmente excluídas, garantindo seus direitos, e contribuindo, através de ações práticas, com a redução da infecção às DST/HIV/Aids e outras hepatites; * Garantir espaços de atuação junto à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) para instrumentalização (informação e formação) de agentes multiplicadores das temáticas relacionadas à livre manifestação da sexualidade, diversidade, preconceito, discriminação, infecção às DST/HIV/Aids, com o objetivo de fortalecer o protagonismo destas populações em ações que possam reduzir suas respectivas vulnerabilidades sociais, institucionais e individuais. Outras Parcerias: * Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba (Secretaria Estadual de Educação); * Projeto Case (Centro de Atendimento Sócio-educativo), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Piracicaba – SEMDES; * Secretaria Municipal de Saúde de Pìracicaba; * Secretaria Municipal de Educação, através do Projeto Meu Corpo Minha Casa; * Programa Municipal de Saúde do Adolescente, através do CASAP (Centro de Atenção à Saúde do Adolescente de Piracicaba); * Cedic (Centro de Doenças Infecto-contagiosas), do Programa Municipal DST Aids; * Saúde do escolar (Departamento da Secretaria Municipal de Educação); * Bares e Boates GLS de Piracicaba (EDUB-CLUB/ Nove Bar) Justificativa da Priorização: Educação: Como educador, o indivíduo deve estar disponível para momentos de reflexão com os educandos, mediando debates e discussões. Para tanto, faz-se necessário que este educador também compartilhe espaços de discussão com demais profissionais no intuito de promover questionamentos e mudanças de valores que perpassam a instituição escolar. Entende-se que os professores de educação infantil, fundamental e ensino médio podem ter um olhar mais atento e crítico em relação às diferenças culturais e sexuais, bem como as desigualdades engendradas pelas mesmas, para que possuam uma atuação mais crítica e insiram – por meio de jogos, brincadeiras, e conversas – estes temas em sala de aula. Este espaço de reflexão é importante uma vez que os adolescentes poderão debater sobre assuntos, como por exemplo, orientação sexual, que são, em muitos casos, “tabus” tanto para a família do adolescente, como também para a instituição escolar. Pretende-se informar o adolescente quanto à rede de saúde e assistência de atendimento a ele/ela presente no município, bem como fomentar discussões com estes jovens para que possuam um discurso mais autônomo e questionador quanto às desigualdades sociais/econômicas/culturais. Saúde: A necessidade de desmistificação da diversidade sexual e desconstrução das relações normóticas mantidas no sistema de saúde foi identificada em encontros realizados pela equipe do Projeto Vivendo a Diversidade com profissionais do PSF (Programa de Saúde da Família), UBS (Unidades Básicas de Saúde) e serviços especializados. A continuidade deste trabalho pretende um acolhimento e atendimento mais adequado com o objetivo de qualificar a atuação em promoção de saúde e prevenção ás DST//HIV/Aids. Ainda existem dificuldades e limitações por parte dos e das profissionais da rede de saúde em lidar com questões relacionadas às diversidades de orientação sexual e/ou identidade de gênero, assim como diferenças de raça, classe social, gênero, faixa etária, entre outras. Desenvolvimento Social: Dados do Programa Nacional DST Aids apontam para o crescimento epidemiológico do HIV/DST/Aids/Tuberculose/Hepatite entre a população jovem de até 24 anos de idade. As relações de poder existentes na escola, na família e no mercado de trabalho, somadas com a crescente promoção do individualismo, da repressão sexual e estigmas e tabus sobre a sexualidade na adolescência aumentam a vulnerabilidade da população situada nesta faixa etária. São necessárias ações de formação e informação com esta população que, conforme a classe social, gênero, a orientação sexual/identidade de gênero, grau de instrução e acesso a serviços, tem suas vulnerabilidades ainda mais acrescidas. O contexto cultural e sócio-econômico em que a população LGBT está inserida gera muitas vezes mais restrições no que diz respeito ao acesso aos serviços de saúde, educação, da assistência social, entre outros. A necessidade de se desconstruir questões acerca da sexualidade e de outras diferenças, relações de gênero, relações de poder estabelecidas, entre outras temáticas, junto aos profissionais da área da assistência/desenvolvimento social permitirá uma melhoria na qualidade de vida desta população. EQUIPE DO PROJETO: Coordenação: Genésio Ap. da Silva Assistente de Coordenação: Vilmarina Soares de Aguiar Educadoras: Ana Flávia Bianco e Ana Mara C. de Souza
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